Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Domingo, 7 de Junho, 13h

No próximo Domingo, dia 7 de Junho, A História Devida recebe José Mário Silva, poeta e crítico literário, o Bibliotecário de Babel que guia a nossa blogosfera, organizando, catalogando e classificando os livros sem os quais não devemos passar. É com esta biblioteca que partimos para uma hora de conversa que percorre todas as distâncias: dos livros aos números; das matrículas de carros estrangeiros à sílabas das palavras; dos corredores da adolescência e da escola secundária às formigas que nos espantam na infância (ou vice-versa); em suma, daquilo que se perde na memória ao que pela escrita se tenta recuperar. Quem sabe se, neste passeio labiríntico, não se descobrem algumas das razões que explicam porque é que há palavras que não cabem nos poemas? Será o efeito de uma hipermetropia perdida no tempo da infância?...

Para conhecerem melhor o trabalho do José Mário Silva, passem por aqui: http://bibliotecariodebabel.com/. Ou pela secção de Livros do suplemento Actual, do semanário Expresso. Ou pela revista Ler. Ou talvez seja melhor começarem pelas páginas dos livros «Nuvens e Labirintos» (poesia, Gótica, 2001; Prémio Literário Cidade de Almada), «Efeito Borboleta e Outras Histórias» (micro-ficções, Oficina do Livro, 2008) e «Luz Indecisa» (poesia, Oceanos, 2009).

Nesta emissão d'A História Devida, para além de «Matrículas», a história do José Mário Silva (música: «Scott», Simian Mobile Disco), podem ouvir:

- «Probabilidades», de Cristina Sousa Rocha
. música: «Rak Song», Dead Combo

- «A minha adolescência», de Rogério Paulo Azevedo
. música: «Spiderwebbed», Tortoise

Os temas escolhidos pelo José Mário Silva são:

. «Die Forelle» («A truta»), Schubert
. «Our mutual friend», Divine Comedy
. «Abro la ventana», Lhasa

E quanto às sugestões que vos deixamos:

- José Mário Silva: «Leite Derramado», o último romance de Chico Buarque

- Miguel Guilherme: uma consulta diária ao blogue do José Mário Silva: Bibliotecário de Babel

- Inês Fonseca Santos: o último livro de poesia de José Mário Silva, «Luz Indecisa» + «Obra Poética Completa», de Edgar Allan Poe, com tradução de Margarida Vale de Gato e ilustrações de Filipe Abranches (Tinta da China) um passeio pelas estantes de poesia de algumas livrarias, onde se podem encontrar livros como «Livre Arbítrio», de Tiago Araújo (Averno) ou «Glória e Eternidade», de João Almeida (Teatro de Vila Real).

Boas histórias!

Publicado por Produções Fictícias às 10:02
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8 comentários:
De Augusto Küttner de Magalhães a 1 de Junho de 2009 às 12:11
Vamos ouvir, em dia de eleiçoes!
De Anónimo a 2 de Junho de 2009 às 22:18
É verdade, caro Augusto. Mas temos o dever de votar. Lá estarei.
Lúcia

De Augusto Küttner de Magalhães a 3 de Junho de 2009 às 10:44
Cara Lúcia, tem toda a razão, e acho que não só é um "dever" é também um "direito". E como devemos em tudo na vida assumir ambos - deveres e direitos - , temos que lá ir. Penso que em tudo na vida a abstenção, o ficar de fora, o deixar os outros que o façam, é uma demissão dos nossos direitos e deveres de cidadania. Já no que se vai votar só ao próprio diz respeito e logicamente se vai reflectir - por diminutamente que seja - no futuro. Vamos votar como direito e também dever.

Um abraço do

Augusto
De Anónimo a 2 de Junho de 2009 às 22:45
O Augusto escreve muito bem. São todas lindíssimas, de uma grande sensibilidade. "A História de uma fotografia" é da minhas preferidas. Penso que escreveu 4 histórias para o programa. Na referida história, emocionei-me. Parabéns. Estou à espera de mais histórias (de)vidas.
O Augusto também escreve num jornal, se não me engano.
Abraço
Lúcia Morim

Estou viciada neste programa. Ando c/ o meu iPod sempre cheio de histórias. Sabe bem parar de vez em quando e ouvir coisas belas.
De Augusto Küttner de Magalhães a 3 de Junho de 2009 às 10:50
Cara Lúcia Amorim. Só tenho que agradecer a amabilidade do que escreve, sobre o que escrevo! Não sei se escrevo bem, sei que gosto de escrever e como não sou imbecil, gosto que alguém me queira ler. Efectivamente já foram 4 historiasdevida! Há mais, não sei se são boas, se terão interesse, essa já não é uma escolha minha! Quanto a escrever mais umas coisas, de facto vão aparecendo ora no Público, ora no Expresso. Escrevo o que penso, sem ter ligações a quem quer que seja!!!!Vale o vale!

Mais uma vez obrigado, e gosto também muito de HISTORADEVIDA.

Um abraço

Augusto
De Anónimo a 8 de Junho de 2009 às 00:24
Caro Augusto: Eu sei que o meu apelido não é muito vulgar, mas o do Augusto é muito mais invulgar, uma vez que não é português - Kuttner (falta o trema, mas não o encontro) - creio que é apelido. Eu sei que a maior parte das pessoas pronuncia e escreve Amorim, mas é Morim. Já estou habituada, ora nas consultas médicas, já na escola era assim... Não quero, contudo, que se ofenda, mas é só para emendar. Afinal, pertencemos à grande família HISTÓRIA DEVIDA. Quando leram a minha história na rádio, a Inês pronunciou bem, mas seguidamente "corrigiu" para Amorim. Na verdade, esta "errata" é um pretexto para falar consigo. É sempre um prazer. Quanto ao resto das histórias que tem, gostaria de as ouvir. Fico à espera.
Quanto a escrever o que pensa sem estar ligado a alguém, continue assim.
Um grande abraço.
Lúcia Morim
De Augusto Küttner de Magalhães a 8 de Junho de 2009 às 23:13
Cara Lúcia Morim

Antes de tudo desculpe, sei que a “coisa” mais indelicada que se nao deve fazer é trocar nomes!! Desculpe! Já percebi que não fui o primeiro, nem serei o ultimo, mas não foi nada bonito. Lúcia Morim. Quanto a escrever independentemente, sempre dentro do que se pode ser independente num mundo global tão dependente!!! Mas vou tentando. Os dois pontos em cima do ü, segurando a tecla Alt Gr, carrega-se a penultima tecla do lado direito, da teerceira fila. Um beijo Augusto
De Tiago Morim Matos a 19 de Dezembro de 2009 às 17:44
Sr Augusto e Sra Lúcia Morim, peço antes de mais que me perdoem por, de certa maneira, entrar na conversa sem ser convidado, mas enquanto fazia pesquisa sobre o apelido Morim, vi esta entrada e vim ver o que era. Gostaria apenas de expressar o meu sentimento de identificação com a Sra Lúcia. Eu sou Morim, e sempre que eu digo o meu nome as pessoas pensam que é Amorim, mesmo na mesa de voto, ao lerem o meu nome no cartão de cidadão, lêem Amorim embora lá esteja Morim.

Tb já estou habituado. Agora só digo que é Amorim sem A, para não ter que estar a soletrar...

Sra Lúcia Morim, aproveito para lhe dar a conhecer a página no Facebook " A Família Morim ", que criei precisamente para que os membros da nossa família possam partilhar informação referente ao nosso apelido.

Os meus melhores cumprimentos.

Tiago Morim Matos

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